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Tuesday, May 29, 2007

Dia -581

Driving Lessons
Pois não sei como deixei escapar este delicioso...
d e l i c i o s o
filme de Jeremy Brock.
Ainda bem que há um Cineclube em Aveiro.
Entretanto, porque também me dão lições de condução frequentemente,
acrescentei à lista da direita:
a Ana de Amesterdam, porque eu, se pudesse ser, escrevia como ela,
as meninas, com nome de vocalistas de girls band ou assim, da Irmandade do Macaco,
a Lida Insana, porque também o meu ser deixo evaporar em insanas demandas ou lá o que é, algumas muito parecidas com as da Susana,
o Paraíso na Outra Esquina, porque gosto do Paulo. E do modo como ele olha para as coisas,
(apesar dos erros ortográficos... ai)
O Regabofe, de Miss Woody & Miss Allen... é preciso dizer mais alguma coisa?
E finalmente, uma fantasia minha... mas não necessariamente com o prefixo (?) wo e com companhia feminina, o Womenage a Trois.

Monday, May 21, 2007

Dia -573

Assim de repente, Luís...
isso não me parece muito bem.
Quebrar as cadeias de felicidade.
Estas não. As outras.

Sunday, May 20, 2007

Dia -572

Lengalengas Susana, sei poucas...

... mas escolhi esta que tem a ver com o tempo... essa disposição mental:

O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem
e o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem

E quanto ao resto... com o avançar da Primavera, começa a haver sinais,
mas nada de paixões assolapadas. Ainda.


Friday, May 04, 2007

Dia -556

«É preciso partir isto tudo!»...
diz o Zé Mário Branco à Carla de Elsinore.
É sim. É preciso partir isto tudo e depois tentar construir um país a sério, de gente a sério!

Wednesday, April 04, 2007

Dia -525

Estou com a Susana Bês*

«Nos entrementes, vai a Primavera avançada e nicles de paixões assolapadas. Não está certo!»

Claro que não!

*cujo blog Lida Insana só não está ainda na coluna da direita, porque eu sou uma grande preguiçosa.

Wednesday, December 20, 2006

Dia -421

A Espuma Dos Dias...
...um dos meus blogs favoritos acabou aqui.
Mas a Sarah mudou-se para acolá.
Do mal, o menos.

Wednesday, October 25, 2006

Dia -364

Os meus parabéns, Carla.
Por saberes ouvir tão bem o sorriso dos pássaros.

Friday, October 20, 2006

Dia -360

Eu gosto do blog da Zazie.

Tuesday, October 03, 2006

Dia -343

Claramente*
(Luís Januário n'A Natureza do Mal)
*Como em claro. Ou claridade.

Sunday, July 16, 2006

Dia -264

Postal de Férias
Nunca me tinham escrito um postal de férias tão bonito.
Obrigada.

Monday, May 29, 2006

Dia -217

O Desamparado Desespero
Descubro isto, pronto a usar,no blog da CGR.
Conhecia este desespero. Mas nunca o tinha encontrado.
Assim.
Tão pronto a usar.
Este desespero é hoje. Também o meu.
E tão antigo.
Nada mais triste que alguém que ama.
Nada mais triste que alguém que amando.
Não tem já qualquer possibilidade de ser amado.
«Que será de mim?....e que queres tu que eu faça?...
Vejo-me bem longe de tudo o que tinha imaginado!
(...)
Não sei nem o que sou, nem o que faço, nem o que desejo...
Mil tormentos contrários me despedaçam!...
Quem poderá imaginar um estado mais deplorável?...
Amo-te como uma perdida, e modero-me ainda assim contigo, até não ousar talvez desejar-te as mesmas tribulações, os mesmos transportes que me agitam...
Matar-me-ia, ou a não fazê-lo, morreria de dor, se estivesse certa que nunca tinhas repouso, que a tua vida era uma contínua desordem e perturbação, que não cessavas de derramar lágrimas, e que tudo aborrecias...
Eu não me sinto com forças para os meus males, como poderia suportar a dor que me causariam os teus, mil vezes mais penetrantes?...
Contudo não posso do mesmo modo resolver-me a desejar que não me tragas no pensamento, e para falar-te sinceramente, sinto com furor ciúmes de tudo quanto possa causar-te alegria; comover ä teu coração, e dar-te gosto (...)
Ignoro por que motivo te escrevo...
Vejo que apenas terás dó de mim, e eu rejeito a tua compaixão, e nada quero dela;
Enfado-me contra mim mesma, quando faço reflexão sobre tudo o que te sacrifiquei...
(...)
Parece-me até não estar contente, nem das minhas mágoas, nem do excesso de meu Amor, ainda que, ai de mim! não possa, mal pecado, lisonjear-me de estar contente de ti...
(...)
Se eu te amasse com aquele extremo que milhares de vezes te disse, não teria eu já de longo tempo cessado de viver?...
Enganei-te... tens toda a razão de queixar-te de mim... Ah ! por que não te queixas?...
Vi-te partir; nenhumas esperanças posso ter de mais ver-te. E ainda respiro!...
É uma traição...
Peço-te dela perdão.
Mas não mo concedas...
Trata-me rigorosamente.
Não julgues os meus sentimentos veementes...
Sê mais difícil de contentar...
Ordena-me nas tuas cartas que morra de Amor por ti...
(...)
Um fim trágico obrigar-te-ia, sem dúvida, a pensar muitas vezes em mim...
A minha memória te seria cara, e quiçá esta morte extraordinária te causaria uma sensível comoção.
E a morte não é porventura preferível ao estado a que me abaixaste?...
Adeus!
Muito quisera nunca haver posto os olhos em ti.
Ah! sinto vivamente a falsidade deste sentimento, e conheço neste mesmo instante em que te escrevo, quanto prefiro e prezo mais ser infeliz amando-te, do que não te haver jamais visto.
Cedo sem murmurar à minha malfadada sorte, já que tu não quiseste torná-la melhor. Adeus.
Promete-me de conservar uma terna e maviosa saudade de mim, se eu falecer de dor; e assim possa ao menos a violência da minha paixão, inspirar-te desgosto e afastar-te de tudo!
(...)
Dize, não seria nímia crueldade a tua, se te servisses da minha desesperação para, pareceres mais amável, mostrando que acendeste a maior paixão que houve no mundo?
Adeus outra vez...
Escrevo-te cartas excessivamente longas, o que é uma falta de consideração para ti: peço-te mil perdões, e atrevo-me a esperar que terás alguma indulgência para com uma pobre insensata, que o não era, como tu bem sabes, antes de amar-te.
Adeus.
Parece-me que demasiadas vezes me dilato em falar do estado insuportável em que estou.
Contudo agradeço-te, do íntimo do meu coração, a desesperação que me causas, e aborreço o sossego em que vivi antes de conhecer-te...
Adeus.
A minha paixão cresce a cada momento.
Ah! quantas cousas tinha ainda para dizer-te!...»
(Soror Mariana Alcoforado - Terceira Carta in Lettres Portugaises)

Sunday, May 28, 2006

Dia -216

Uma Revelação
(porque estou a precisar de afagos no ego.
Ou simplesmente de festinhas na cabeça)
Caro e amável leitor:
Esta de que se fala no texto mais abaixo sou eu.
Eu sou a LiZZie
(por causa do Azul que acha que os Z's, como no JaZZ devem fazer parte do meu nome).
E eu sou a Elisa.
(porque é o diminutivo mais simpático do meu nome).
Sou ainda outras pessoas de quem nunca ouviram falar.
(Nem eu).
Obrigada Rosmaninho pelo afago aqui transcrito.
(Não foste tu que te ausentaste. Fui eu que deixei que te ausentasses):
«Shame on me
Conheci-a, há 4 ou 5 anos, já não interessa como. O que conta é que percebi, no meio do grupo em que a encontrei, que havia qualquer coisa de especial na Elisa. Na atitude, na inteligência, na presença... Depois de um único e breve encontro, circunstâncias inesperadas fizeram com que me afastasse daquele grupo, daquelas andanças e o contacto perdeu-se. Perdemo-nos uma da outra, por culpa minha, até há cerca de alguns meses atrás, quando a reencontrei por aqui.Novamente, o fascínio, a admiração, o orgulho de já ter conversado com alguém assim, bem como uma pontinha de inveja (da boa, claro) de tanta arte numa pessoa só. Esta tarde, ao passear pelos blogs vizinhos, dei com um
Cheers à Elisa e ao seu Bebedeiras de Jazz, e ao passar pelos comentários, critiquei-lhe a modéstia. Ela respondeu-me com um "menina simpática" e relembrou-me o café prometido há tanto tempo.E eu respondo-lhe agora, aqui, que terei, não todo o gosto, nem todo o prazer, mas o maior orgulho em reencontrá-la.
Desculpa-me a ausência, Elisa, e até já.»
E obrigada à Blahblah pelo 'cheers' imerecido.
(E não me venham dizer, que depois disto sou modesta.
Estendi aqui o meu ego agradecido.
E fizeram-me bem, caraças, estes afagos!)

Friday, May 26, 2006

Dia -213

Ler(-Te)
Por que me lês? Perguntas-me.
Porque me lês quando há tantos livros por ler?
Eu leio-te porque escreves.
Com as entranhas.
Eu leio-te porque tens frases.
Impossíveis.
Para onde se olha.
Se torna a olhar.
E se olha novamente.
À espera que se esgote o espanto.
Ou se confirme o assombro.
Ou nos passe pela cabeça
foda-se!
Percebes, agora, porque te leio?
E ler-te não exclui que eu leia esses outros livros. Por ler.
E não coloco aqui quem és, porque não te pedi autorização para o fazer. Pois.
E entretanto, acusas-te e eu faço o link.

Thursday, May 25, 2006

Dia -212

Ó Pá!
(momento de imodéstia, vaidadezinha e tal...)
Eu não mereço. Que me citem assim.
Em outros blogs.
Surpreende-me que os outros.
Achem que o que escrevo merece estar assim.
Citado. Nos sítios deles.
Não exactamente o que Eu escrevo.
Mas o que a Outra, a que não sou eu. Escreve.
Talvez essa Outra escreva realmente bem.
Mas talvez o faça só porque tem um coração surdo.
Tão mouco que não houve o que lhe dizem.
E, surdo, deixa-se invadir pela tristeza.
E a tristeza. Já se sabe.
É o melhor veículo (que eu conheço) para a escrita.
Mesmo daqueles que. Como Eu. E como a Outra.
Carecem de talento especial.
Para escrever.
Ou para viver.
O que, por vezes, é o mesmo.

Thursday, May 18, 2006

Dia -206

Frases do Caraças
Apesar do meu ateísmo.
Às vezes, de madrugada.
Quando o calor.
A saudade.
Os remorsos.
O arrependimento.
Ou apenas a solidão.
Me caem em cima.
Evidentes.
Também me ocorre.
Se Deus existe.
E se, a existir, não será somente qualquer coisa como o lado fresco.
Da almofada.

Thursday, May 04, 2006

Dia -192

Arder...
... na fogueira destas palavras.
Quem escreve como tu não deveria. Nunca. Fazer intervalos.
Sabes bem o que tens a fazer, quando tudo arde, não sabes?

Friday, March 17, 2006

Dia -143

Por Vezes...
...um blog é feito do que não se escreve...
Frase deste senhor aqui, que tem por mania imaginar(se)(nos) mundos, na caixa de comentários do seu blog.

Wednesday, February 15, 2006

Dia -113

As Manias
Tenho muitas. Manias. Muito mais que cinco. (In)Felizmente.
Assim, Vanessa:
1. A mania de acordar tarde. Pontualmente tarde.
2. A mania de me deitar de madrugada.
3. A mania de cheirar qualquer livro em que pegue. Velho ou novo.
4. A mania de acreditar. Nas pessoas. Nas situações. Mesmo que tudo se repita. Indefinidamente. Acredito sempre que não será igual. E, de facto, igual não é. Apenas muito parecido.
5. A mania das limpezas e da organização. Só funciono se tudo estiver muito limpo e muito organizado. Quer seja a minha casa, quer seja o local de trabalho. Acho que o caos 'cá dentro' é tão grande que é o único modo que encontrei para viver.
Passo esta corrente ao JOS do Turno da Noite. Ao JPN do Respirar o Mesmo Ar.
Ao Carlos Azevedo do The Cat Scats. À Sandra Costa do Tubo de Ensaio. Ao Henrique do Insónia.
Não sei é se eles vão responder.
Regulamento: Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.