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Monday, October 08, 2007

Dia -712

Eu penso que já tinha dito,

mas, pelo sim pelo não, digo outra vez:

odeio comédias românticas*!


*bolas, que xaropada. E nada daquilo acontece na vida das pessoas mais ou menos normais... isto vem a propósito de ter ido ver uma comédia romântica: No Reservation (de Scott Hicks). Claro que saí de lá a lamentar que na minha vida não apareça um cozinheiro tão simpático e amoroso e romântico como o Aaron Eckhart. Bom, sim, claro... têm razão... eu também não sou a Catherine Zeta-Jones.
Pois. Deve ser isso. Bah.

Sunday, October 07, 2007

Dia -711

Género Hilariante-Repugnante



O lado mais sangrento de Grindhouse*. Delirante.
Os diálogos são ainda mais geniais que em Death Proof.
A banda sonora é que nem por isso...

* Grindhouse é o projecto duplo de Quentin Tarantino (Death Proof) e Robert Rodriguez (Planet Terror). Grind-House Theaters eram (são?) salas de cinema típicas das cidades do interior dos EUA (entre os anos 50 a 80) com sessões contínuas de filmes, geralmente de baixo orçamento, extremamente violentos ou de natureza marcadamente sexual (ou, ainda melhor, uma mistura de ambos).

Saturday, September 08, 2007

Dia -683

Hairspray*

Eu diverti-me. Pronto. E isso chega. Às vezes é tudo o que se pode pedir a um filme.
Entretenimento. Diversão. E uma pitadinha muito pequenina de densidade que,
se eu não fosse a cínica que sou,
reconheceria.
Assim, diverti-me. Pronto.


* Um filme de Adam Shankman, com John Travolta (travestido, imensamente gordo, mas a dançar bem, como sempre), Michelle Pfeifer (muito loira e linda, como sempre, a fazer de má, como raramente), Christopher Walken, Amanda Bynes, Queen Latifah, Nikky Blonsky e muitos mais.
Vejam o trailer aqui.

Thursday, September 06, 2007

Dia -681

Laisse Tomber Les Filles...*


c'est vrai que on ne joue pas impunément avec un coeur innocent*.

*
Laisse tomber les filles é o original (de Serge Gainsbourg, de 1964) de Chick Habit... a fabulosa música de April March, sabiamente integrada na estonteante banda sonora de Death Proof, mais um também estonteante filme de Quentin Tarantino.

Sunday, July 22, 2007

Dia -635

Coisas que escapam à Silly Season

Alpha Dog
, um filme de Nick Cassavetes.

Saturday, July 14, 2007

Dia -627

The Dead Girl*

No mínimo, um filme que escapa à silly season cinematográfica.
Por vezes a violência da vida ou lá o que é, faz-nos querer mudar.
De vida. Ou lá o que é.

* um filme de Karen Moncrieff, com a esplêndida Toni Collette e também com Piper Laurie, Giovanni Ribisi, Mary Steenburgen, Mary Beth Hurt, Nick Searcy, Marcia Gay Harden, Kerry Washington, Brittany Murphy

Saturday, June 23, 2007

Dia -606

(Pas) A Bout de Souffle*

*Era para escrever sobre A Bout de Souffle de Jean-Luc Godard, que vi ontem, no Cineclube de Aveiro. Já vi muitas vezes este filme.

Nunca o tinha visto em écran gigante.
Sempre me comoveu o rosto de Jean Seberg.


Depois, como todos os dias, fui ao Respirar o Mesmo Ar e encontrei um texto assim. Com respirações como esta:

Há um compromisso no escrever. No ler. Esse compromisso é uma viagem. Uma aventura.

E constatei outra vez que a escrita do Joaquim é,

tal como o rosto da Jean Seberg,

uma coisa que me comove.

Tuesday, June 05, 2007

Dia -588

One (straight) From The Heart*



É porque tu existes que mais ninguém existe.
Apercebo-me disto.
E depois. Nada.

*sim, o que está em letras maiores é o título de um (belo) filme, de 1982,
de Francis Ford Coppola.

A música que o Tom Waits aqui canta (Take me home) também faz parte da banda sonora. Não exactamente esta versão.

Saturday, June 02, 2007

Dia -585

Still Life*
As cidades são ruínas. Ou hão-de ser.
As pessoas desmoronam.
Como os prédios.
* ou Natureza Morta, um absolutamente brilhante filme de Jia Zang Ke

Tuesday, May 29, 2007

Dia -581

Driving Lessons
Pois não sei como deixei escapar este delicioso...
d e l i c i o s o
filme de Jeremy Brock.
Ainda bem que há um Cineclube em Aveiro.
Entretanto, porque também me dão lições de condução frequentemente,
acrescentei à lista da direita:
a Ana de Amesterdam, porque eu, se pudesse ser, escrevia como ela,
as meninas, com nome de vocalistas de girls band ou assim, da Irmandade do Macaco,
a Lida Insana, porque também o meu ser deixo evaporar em insanas demandas ou lá o que é, algumas muito parecidas com as da Susana,
o Paraíso na Outra Esquina, porque gosto do Paulo. E do modo como ele olha para as coisas,
(apesar dos erros ortográficos... ai)
O Regabofe, de Miss Woody & Miss Allen... é preciso dizer mais alguma coisa?
E finalmente, uma fantasia minha... mas não necessariamente com o prefixo (?) wo e com companhia feminina, o Womenage a Trois.

Sunday, April 08, 2007

Dia -529

INLAND EMPIRE*
Aparentemente, se começamos por abrir uma porta, uma qualquer porta,
nunca saberemos onde iremos parar, sem sair de dentro de nós.
*o novo filme de David Lynch

Thursday, March 29, 2007

Dia -519

Ou Ofelia no País de Franco
Tecnicamente irrepreensível. Aliás, tecnicamente espantoso.
Uma versão escura, muito escura, de Alice no País das Maravilhas.
Na verdade, este filme devia chamar-se Ofelia no País de Franco.
Um país saído de uma Guerra Civil violentíssima,
cuja vitória dos fascistas instaurou um regime sustentado nas baionetas e no sangue**.
Pensei, logo a seguir ao fim do filme, que era tudo extremamente previsível.
Os maus. Os bons. Os heróis e os filhos da puta.
(Como se não fossemos todos uma e outra coisa)
E no fim, o bem compensa e alcançamos o reino dos céus,
vestidos, como Ofelia, com roupas coloridas e extremamente cintilantes.
O fim do filme é, aliás, o único momento em que as cores são brilhantes,
luminosas e estão definitivamente tão vivas que nos fazem doer os olhos.
E é exactamente quando a personagem, a inocência encarnada por Ofelia, morre.
E depois, ou melhor agora, vejo que o filme não é sobre o eterno e
habitualmente tão redutor dualismo entre o bem e o mal.
Entre a cor e a escuridão. Entre a luz e a sombra.
Mas é sobre a inocência e a capacidade de acreditar.
É sobre as infinitas maneiras de se estar vivo,
mesmo quando tudo o que importa parece ter já morrido.
Sejam os nossos pais ou o nosso país.
Seja a liberdade ou o amor.
Seja a igualdade entre os homens ou a magia das coisas.
E é ainda sobre a coragem.
Sobre todos esses pequenos gestos perfeitos.
Com que atravessamos espelhos.
* Em português O Labirinto do Fauno, realizado por Guillermo del Toro
** eis como Franco definia o seu próprio regime.

Saturday, March 24, 2007

Dia -515

A Great Freak Show
ou
um belo filme que é uma biografia, muito ficcionada,
da grande fotógrafa americana Diane Arbus
ou
ou ainda
uma
(mais uma, em conjunto por exemplo com Dogville; The Hours; The Others; Birthday Girl)
interpretação muito, muito boa de Nicole Kidman.

Tuesday, March 13, 2007

Dia -503

Half Nelson*



Provavelmente o melhor filme que vi nos últimos três ou quatro anos.
Absolutamente arrebatador.
De baixíssimo orçamento, pois claro.
Mas isso, como fica muitas vezes demonstrado (incluindo esta),
não interessa mesmo nada.
O facto de ter arrebatado um conjunto impressionante de prémios
e de ter sido nomeado para muitos outros
(incluindo o Oscar para melhor actor principal)
não tem, naturalmente, grande importância,
mas talvez queira dizer alguma coisa.
O protagonista é este rapazinho da fotografia
Um excelente(íssimo) actor.
E giro que se farta.
Espero vê-lo, num cinema perto de mim,
a desempenhar outros papeis fabulosos como este.
* O realizador é Ryan Fleck. E a interpretação da Shareeka Epps também é absolutamente magnífica.

Tuesday, February 27, 2007

Dia -489

I am a little bit depressed
São 5:17 da madrugada e eu estou um bocadinho deprimida.
Com os óscares.
A cerimónia foi a melhor dos últimos anos.
4 horas e nem se deu por elas.
Mas... só dois dos meus candidatos ganharam e...
pior... Departed ganhou o óscar para o melhor filme.
Hum... porquê? Nem sequer é um grande filme!
Só me senti assim no ano em que não deram o óscar à Emily Watson
pelo seu enorme papel em Breaking the Waves, de Lars Von Trier.

Parafraseando o Calimero: it's an injustice, it is!

Monday, February 26, 2007

Dia -488

Os Dias Perfeitos...
... são dias como hoje.
Levantei-me com sol. Tomei o pequeno almoço na varanda.
Havia vento. Mas a ria estava azul. Uma cor conveniente a um dia perfeito.
A seguir li um bocadinho do Kafka à Beira Mar
do magnífico Haruki Murakami,
como gosto de ler, aos domingos, deitada na cama.
Depois fui ao cinema, como gosto de ir aos domingos
(bom, na verdade, gosto de ir ao cinema todos os dias da semana)
e pude ver uma interpretação absolutamente brilhante
do (tão velho) Peter O'Toole
em Venus, um extraordinário filme de Roger Michell.
Não admira que seja extraordinário.
Foi escrito por um dos meus escritores preferidos
na literatura inglesa contemporânea: Hanif Kureishi.
A seguir a uma francesinha e umas cervejas em boa companhia,
fui à Casa da Música ver o excelente
(e também tão velho) McCoy Tyner.
Finalmente, voltei a casa.
Deitei-me no sofá e vi toda a cerimónia dos óscares.
Foi a melhor dos últimos anos.
Sim, eu sei, uma mulher não merece ter dias assim tão perfeitos.
Deve ser por isso que são tão raros.

Sunday, February 25, 2007

Dia -487

Os Óscares
Por mim, the oscar goes to:
Melhor Filme: Letters From Iwo Jima
(embora se ganhar o Babel também ache bem)
Melhor Realizador: Alejandro Gonzales Iñárritu (por Babel)
(embora se ganhar o Clint Eastwood também não me importe)
Melhor Actor: Forest Whitaker (em The Last King Of Scotland)
(aqui não há nada a fazer: ou dão o óscar ao Forest Whitaker ou... ou... bah)
Melhor Actriz: Helen Mirren (em The Queen)
(não vi ainda o Notes on a Scandal, pelo que não sei a Judy Dench vai melhor que a minha eleita)
Melhor Actor Secundário: Djimon Hounsou (em Blood Diamond)
(tal como com o Forest Whitaker, neste caso também não há nada a fazer... tem de ser para ele)
Melhor Actriz Secundária: Rinko Kikuchi (em Babel)
(brilhante, mas não vi a Cate Blanchett em Notes on a Scandal nem a Jennifer Hudson em Dreamgirls... pelo que... não sei)
Melhor Argumento Original: Iris Yamashita e Paul Haggis por Letters From Iwo Jima
(ok, o Guillermo Arriaga por Babel também pode ganhar)
Melhor Argumento Adaptado: Todd Field e Tom Perrotta por Little Children
(bom, também pode ser Alfonso Cuarón e Timothy J. Sexton por Children of Men)
Melhor Fotografia: Children of Men
(no doubts)
E pronto. As outras categorias... não sei bem.
Mas sei que amanhã, depois de um (espero que) magnífico concerto do McCoy Tyner na Casa da Música,
vou ficar acordada até às tantas a ver se os meus favoritos levam o óscar para casa.

Wednesday, February 21, 2007

Dia -483

Japoneses, Como Nós
Letters from Iwo Jima é um filme imperdível*.
Sim, estamos todos fartos de filmes sobre a II Guerra Mundial.
Mas este é um filme que dá rostos, emoções, vidas,
a um dos lados da guerra que nos habituamos a ver
como a natureza de todo o mal,
no cinema sobre este período.
Aqui não. Aqui são japoneses.
Como nós.
Exactamente.
Como nós.
*Aconselho a ver primeiro o Lado A deste épico de Clint Eastwood
(um realizador demasiado humano, como sempre) - Flags of Our Fathers.

Monday, February 19, 2007

Dia -481

Die Große Stille*
Um homem pode decidir
ser feliz
sozinho
e em silêncio.**
(* ou O Grande Silêncio, um filme de Philip Gröning sobre os monges cartuxos num mosteiro em França)
(** e isto, mais ou menos assim, foi o que disse o Fernando Alves, no fim de uma reportagem da TSF sobre os monges cartuxos em Portugal, no dia 16/2, intitulada O Lugar dos Homens que Não Falam)

Saturday, December 30, 2006

Dia -430

Babel*
Não sei se é o melhor filme do ano. Mas é um grande filme.
O que se passa em Tóquio.
Sobretudo o que (não) se passa em Tóquio.
É de uma solidão tão desamparada.
Somos pequenos.
E estamos todos tão ligados.
(um filme de Alejandro González Iñárritu, com Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, entre outros)