Tuesday, April 17, 2007

Dia -539

A Primavera e as Pessoas Importantes
Isto deve ser da Primavera, com certeza.
Mas de repente algumas das pessoas
que foram muito importantes para mim, lá mais atrás
telefonam-me inesperadamente
só para saber se estou bem
e outras
mandam-me mails em que dizem coisas
como tive saudades tuas hoje às 5 da manhã.
Obrigada.
Tudo isso me faz bem ao ego*.
E vocês continuam a ser pessoas importantes para mim,
claro.
E eu também tenho saudades vossas.
Geralmente a essas horas improváveis.
Mas eu sou noctívaga. Ainda sou.
* e é sabido como eu gosto de festinhas no ego.

Dia -538

Limpezas de Primavera*


* ou Mafalda, a minha heroína de sempre

Monday, April 16, 2007

Dia -537

Uma Animadora Parvoíce*


*Vista no blog da Ana e imediatamente seguida :-))

Sunday, April 15, 2007

Dia -536

A Meu Favor

A meu favor

Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O'Neill

Saturday, April 14, 2007

Dia -535

Os Alunos, essas fontes inesgotáveis de informação

Todos os dias aprendo coisas novas com os meus alunos.
Um deles disse-me hoje que com um pacote de pringles (vazio, naturalmente) e uma escumadeira, eu poderia roubar a ligação wireless a alguém que a tivesse desprotegida, num raio de alguns quilómetros. Isto desde que se coloque os artefactos mencionados no telhado do edifício, claro.

Desculpem, mesmo que não funcione lá muito bem (ou mesmo que nem funcione de todo), é uma ideia fascinante.

Juntar isto

a isto


e obter uma antena que (assegura ele) funciona tão bem como a mais avançada tecnologia, é absolutamente maravilhoso.
Eu ainda não fiz a experiência... nem me parece que vá fazê-la, mas para os interessados poderei tentar que o aluno me divulgue mais pormenores de uma tão complexa operação
;-)).

Thursday, April 12, 2007

Dia -534

Legalize It*



* Já agora leiam e/ou ouçam o texto dito pelo João Cardoso, no Endrominus

Dia -533

Perceber

Às vezes é preciso distância e tempo para perceber completamente
porque é que estivemos apaixonados por uma dada pessoa.

Às vezes nem a distância ou o tempo ajudam a perceber completamente
porque é que estivemos apaixonados por uma dada pessoa.

Eu ainda não decidi.
Mas é Primavera e tal.
Talvez não seja a altura ideal para tentar perceber as paixões passadas.

Wednesday, April 11, 2007

Dia -532

Em Bom Vernáculo...

estou-me a cagar para o facto do Primeiro-Ministro ser Licenciado,
Pós-Graduado, Mestre, Doutorado...
ter a escolaridade obrigatória ou ser analfabeto...
estou-me a cagar para o facto de se ter licenciado a um domingo,
numa universidade inqualificável...
whatever.
O que eu acho indecente é o silêncio do tipo.
Como se não tivéssemos o direito de saber se ele nos mentiu ou não.
E se nos mentiu... a inconsistência com a sua postura de arauto da luta contra a corrupção,
de virtuoso, rigoroso e inflexível é tanta... que o melhor é demitir-se. Tipo: Já!

Tuesday, April 10, 2007

Dia -531

Lisboa

As saudades que eu tenho de Lisboa...
só dou conta delas quando calha olhar o Tejo, por exemplo,
do Alto de Santa Catarina ou do Miradouro da Graça.
Podia haver uma cidade mais bonita.
Mas acontece que não há.

Monday, April 09, 2007

Dia -530

Uma Nova Voz do Jazz*




*Robin McKelle, aqui interpretando Bei Mir Bist Du Schon.
Há mais (e melhores e mais jazzie) músicas em Introducing Robin McKelle

Sunday, April 08, 2007

Dia -529

INLAND EMPIRE*
Aparentemente, se começamos por abrir uma porta, uma qualquer porta,
nunca saberemos onde iremos parar, sem sair de dentro de nós.
*o novo filme de David Lynch

Friday, April 06, 2007

Dia -528

Do Lado do Cu do Cristo Rei...*

está-se mesmo muito bem.
E eu que vivi tantos anos em Lisboa e não conhecia o Incrível Club.
Tipo a casa da avó... melhor: tipo várias casas da avó.
Um décor fabuloso.
Como estar dentro de um filme do Kusturica.
Claro que o concerto dos O'queStrada ajudou muito ao 'estar-se bem'.
Estes moços vão longe...
é ou não é? Ai cá para mim é!*


*pedacinhos de letras dos incríveis O'queStrada.

Thursday, April 05, 2007

Dia -527

Estes Cavalheiros...
têm feito mais pela consciência cívica e social dos portugueses do que todos os políticos juntos (incluíndo os licenciados, os para-licenciados e os quase-licenciados).
Obrigada!

Wednesday, April 04, 2007

Dia -526

Eu bem disse que esta miúda* dava uma belíssima cantora de Jazz...
ora aqui têm a prova

* Amy Winehouse - Teach me Tonight
(ainda assim, das múltiplas versões (jazz e menos jazz, cantadas ou apenas instrumentais) que conheço desta música, a minha preferência vai para as da Dinah Washington e da Sarah Vaughan).
Já agora, a ouvir também no You Tube as versões da Amy Winehouse de standards como Tenderly ou There is no Greater Love.

Dia -525

Estou com a Susana Bês*

«Nos entrementes, vai a Primavera avançada e nicles de paixões assolapadas. Não está certo!»

Claro que não!

*cujo blog Lida Insana só não está ainda na coluna da direita, porque eu sou uma grande preguiçosa.

Tuesday, April 03, 2007

Dia -524

Agora já no You Tube, outra vez os 4PorTango*


*Lamentavelmente, o som não é grande coisa, nem a imagem, mas além dos excelentes músicos no piano, no saxofone, no clarinete e no acordeão, há um percussionista que toca tigelas de esmalte, livros, sinos, tubos de escape, sacos de plástico e mais umas quantas coisas.

Monday, April 02, 2007

Dia -523

4PorTango*

Enquanto não chega ao You Tube um vídeo destes originais
intérpretes de Astor Piazzolla,
aqui fica o Verano Porteño interpretado pelo próprio.


*tocam em Aveiro, na Feira de Março, a 6 de Abril de 2007.
Hoje tocaram em Águeda.

Saturday, March 31, 2007

Dia -522

É Bonito...

... quando os amigos se lembram do momento em que nos viram pela primeira vez

Friday, March 30, 2007

Dia -520

Vulnerabilidade

tenho medo

Thursday, March 29, 2007

Dia -519

Ou Ofelia no País de Franco
Tecnicamente irrepreensível. Aliás, tecnicamente espantoso.
Uma versão escura, muito escura, de Alice no País das Maravilhas.
Na verdade, este filme devia chamar-se Ofelia no País de Franco.
Um país saído de uma Guerra Civil violentíssima,
cuja vitória dos fascistas instaurou um regime sustentado nas baionetas e no sangue**.
Pensei, logo a seguir ao fim do filme, que era tudo extremamente previsível.
Os maus. Os bons. Os heróis e os filhos da puta.
(Como se não fossemos todos uma e outra coisa)
E no fim, o bem compensa e alcançamos o reino dos céus,
vestidos, como Ofelia, com roupas coloridas e extremamente cintilantes.
O fim do filme é, aliás, o único momento em que as cores são brilhantes,
luminosas e estão definitivamente tão vivas que nos fazem doer os olhos.
E é exactamente quando a personagem, a inocência encarnada por Ofelia, morre.
E depois, ou melhor agora, vejo que o filme não é sobre o eterno e
habitualmente tão redutor dualismo entre o bem e o mal.
Entre a cor e a escuridão. Entre a luz e a sombra.
Mas é sobre a inocência e a capacidade de acreditar.
É sobre as infinitas maneiras de se estar vivo,
mesmo quando tudo o que importa parece ter já morrido.
Sejam os nossos pais ou o nosso país.
Seja a liberdade ou o amor.
Seja a igualdade entre os homens ou a magia das coisas.
E é ainda sobre a coragem.
Sobre todos esses pequenos gestos perfeitos.
Com que atravessamos espelhos.
* Em português O Labirinto do Fauno, realizado por Guillermo del Toro
** eis como Franco definia o seu próprio regime.