Saturday, July 14, 2007

Dia -627

The Dead Girl*

No mínimo, um filme que escapa à silly season cinematográfica.
Por vezes a violência da vida ou lá o que é, faz-nos querer mudar.
De vida. Ou lá o que é.

* um filme de Karen Moncrieff, com a esplêndida Toni Collette e também com Piper Laurie, Giovanni Ribisi, Mary Steenburgen, Mary Beth Hurt, Nick Searcy, Marcia Gay Harden, Kerry Washington, Brittany Murphy

Friday, July 13, 2007

Dia -626

Os Troncos das Árvores

Os troncos das árvores doem-me como se fossem os meus ombros
Doem-me as ondas do mar como gargantas de cristal
Dói-me o luar como um pano branco que se rasga.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Thursday, July 12, 2007

Dia -625

Obras

Tenho o prédio rodeado de andaimes. Envolto numa rede fina.
As janelas cheias de pó.
Cairam quatro pedras grandes hoje na minha varanda
(espero que as coloquem no seu sítio).
O barulho logo de manhã cedo é praticamente insuportável
(tenho que começar a deitar-mer mais cedo).
Procuro não pensar nas obras, mas quando agora abro as janelas do meu 4º andar,
em vez do céu habitual,
costumo ver os pés dos trabalhadores ao nível da minha cabeça.
O chão de cada um de nós é uma coisa mesmo muito flutuante.

Wednesday, July 11, 2007

Dia -624

Só depois, algum tempo depois, é que pensamos na inutilidade de certas coisas

... como explicar borboletas a uma tartaruga*

* Amos Oz - O Mesmo Mar, p.29

Tuesday, July 10, 2007

Dia -623

Olé!!

- Então e tu? De que clube és? Do benfica ou do sporting?
- Não sou de clube nenhum.
- ?!?? como?!?? Todos os portugueses têm um clube!

Então é isso!
Ou é por isso!

Monday, July 09, 2007

Dia -622

«Devemos compreender uma coisa...

só nos temos a nós mesmos - este mundo, com as suas leis, não nos dá mais nada. Não deixaremos nada para trás quando morrermos: nada para além da nossa memória»

(da peça de Athol Fugard Sizwe Banzi Morreu, encenada por Peter Brook, no
Festival de Almada, 7/7)

Friday, July 06, 2007

Dia -619

So... all you need is love*

There's nothing you can do that can't be done.
*e ter a cabeça limpa.

Thursday, July 05, 2007

Dia -618

Há perguntas

cuja resposta devia vir antes de ser necessário formulá-las.
Esta por exemplo:
what can one do when a love affair is over?

Wednesday, July 04, 2007

Momento de Intervalo...

rente ao chão
e sim, é preciso que me lembrem que eu sou preciosa

Dia -617

Por exemplo, esta


Astor Piazzola - Soledad

Tuesday, July 03, 2007

Dia -616

Haverá coisa mais bonita para se dizer?*

«Tu devias viver dentro de uma canção de amor»

(*Obrigada Alberto)

Monday, July 02, 2007

Dia -615

Não sei o que é o amor
mas gostava de aprender sem saber o significado da tristeza.

Sunday, July 01, 2007

Dia -614

Tudo o que vem de ti
é natural. E comove-me.

Saturday, June 30, 2007

Dia -613

Ser de Pedra,
como em Santiago são as pedras.
Antigas.
E com o peso tranquilo
que o tempo dá.

Friday, June 29, 2007

Dia -612

Jerry Clovis - Jazz Party II
O meu outro blog faz hoje dois anos.
Estou contente.

Wednesday, June 27, 2007

Tuesday, June 26, 2007

Dia -609

A Maravilha, Alexandre
é ter bloggers amigos, como tu.

Monday, June 25, 2007

Dia -608

As pessoas têm estrelas...

que não são as mesmas para todas elas*.

É uma metáfora evidente.
Às vezes é preciso ver as evidências.


* Antoine de Saint-Exupéry -
O Principezinho

Sunday, June 24, 2007

Dia -607

Ama Como a Estrada Começa*
haverá outra maneira?
Mesmo que haja outra maneira,
na verdade,
não me interessa.
Amar deve ser sempre uma estrada a começar.
Ou uma rua, como em
no teu amor por mim há uma rua que começa**.
É essa rua que quero.
É a beleza desse caminho por fazer que procuro.
Com as mãos completamente abertas.
E as palavras prontas a ser ditas.
Mesmo se de modo duro.
É isto. Ou nada.
* Mário Cesariny
** Ruy Belo

Saturday, June 23, 2007

Dia -606

(Pas) A Bout de Souffle*

*Era para escrever sobre A Bout de Souffle de Jean-Luc Godard, que vi ontem, no Cineclube de Aveiro. Já vi muitas vezes este filme.

Nunca o tinha visto em écran gigante.
Sempre me comoveu o rosto de Jean Seberg.


Depois, como todos os dias, fui ao Respirar o Mesmo Ar e encontrei um texto assim. Com respirações como esta:

Há um compromisso no escrever. No ler. Esse compromisso é uma viagem. Uma aventura.

E constatei outra vez que a escrita do Joaquim é,

tal como o rosto da Jean Seberg,

uma coisa que me comove.