Monday, July 09, 2007

Dia -622

«Devemos compreender uma coisa...

só nos temos a nós mesmos - este mundo, com as suas leis, não nos dá mais nada. Não deixaremos nada para trás quando morrermos: nada para além da nossa memória»

(da peça de Athol Fugard Sizwe Banzi Morreu, encenada por Peter Brook, no
Festival de Almada, 7/7)

5 comments:

Cantos Da Noite said...

Aos amigos

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,com os livros atrás a arder para toda a eternidade.Não os chamo, e eles voltam-se profundamentedentro do fogo.
Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.De paixão.
Herberto Helder

Cantos Da Noite said...

Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acaba cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos estão vazias


Sofia de Mello Breyner .

Partilha de um outro olhar, morada? Shangri-la : )

Elisa said...

Obrigada pelos poemas, Cantos da Noite... o HH é provavelmente o meu poeta preferido actualmente. A Sophia... desde sempre :-)

Anonymous said...

A peça foi excepcional.
Como só poderia, assinada pelo grande Peter Brook!
O que nunca pensei foi encontrar, neste blog, de visita quase diária, um post sobre a mesma, que desde logo reconheci!
Bela, a energia dos actores!!!

Elisa said...

Magnífica a peça, sim. E porque é que não haveria de encontrar uma referência a ela neste blog? O mundo é pequeno e Portugal uma caixinha de fósforos... obrigada pelas visitas quase diárias.