Thursday, November 29, 2007

Momento de Intervalo...

para partilhar uma frase bonita*


Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação.
Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória.
A Europa imitará Portugal.
Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio.

A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos!


Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal (o primeiro país europeu a fazê-lo)

* bom e um certo orgulho de ser, afinal, portuguesa. Nisto. Só nisto. Ou quase só nisto.

Isto tudo vem a propósito de uma carta do Antonio, sobre amanhã se celebrar a Festa Regionale della Toscana.
A 30 de Novembro de 1786 aboliu-se nesta região de Itália a pena de morte.
Uma excelente razão para fazer uma festa e celebrar.
Também vem isto a propósito de no passado 15 de Novembro a Assembleia Geral das Nações Unidas ter aprovad uma moratória que decreta a suspensão das execuções por pena de morte em todo o mundo.
Mas... ainda são 74 os países do mundo em que esta lei existe.
Países entre os quais se encontram os EUA, o paradigma do desenvolvimento, da modernidade
e da civilização ocidental.
Neste país, em 38 dos 50 estados a pena de morte é legalmente permitida.
Também o governo federal tem o direito de utilizar estes instrumento legal.
A liberdade é uma cidade imensa. Mas nem todos são concidadãos dessa cidade.

2 comments:

Lou Salomé said...

pena é sermos tão avançados em tantas coisas (em termos legislativos já fomos pioneiros e até ousados! uma ou outra vez). mas depois a prática...
ainda bem que numa lei como esta não há como "fazer de conta". é. ou não é.

Lou [caffelatte1, para desenjuar ;-)]

Elisa said...

Temos uma legislação muito boa em quase todos os domínios Lou... o problema é que quando toca a aplicá-la as coisas não correm assim tão bem, exactamente... Mas numa lei como esta a que se refere o post, de facto, não haveria lugar a omissões ou aplicações de faz de conta... é evidente :-) e ainda bem que assim é e que fomos de facto os primeiros.